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Um estudo publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases revelou um crescimento de 349% nos casos de acidentes com escorpiões no Brasil entre 2012 e 2024. No período, foram registrados mais de 1,7 milhão de casos e 1.230 mortes, segundo levantamento realizado por pesquisadores do Instituto Butantan, da USP e do Ministério da Saúde.
De acordo com os especialistas, a expansão urbana desordenada tem favorecido a proliferação dos escorpiões em redes de esgoto, terrenos com entulho e áreas sem manutenção. Minas Gerais, São Paulo e Bahia estão entre os estados com maior risco, enquanto as regiões Nordeste e Sudeste concentraram a maior parte das ocorrências registradas.
O estudo também aponta que crianças de até 9 anos representaram a maior parcela das mortes causadas por picadas de escorpião. Já os idosos com mais de 60 anos apresentaram a maior incidência de acidentes. O escorpião-amarelo, considerado o mais perigoso do país, é apontado como o principal responsável pelos casos graves.
Os pesquisadores reforçam a importância de medidas preventivas, como evitar o acúmulo de lixo, entulho e materiais de construção próximos às residências. Em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente, especialmente quando a vítima for uma criança, para avaliação e possível aplicação do soro antiescorpiônico.
Fonte: Sudoeste Bahia
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