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O Arquivo Público Municipal de Vitória da Conquista abriga uma edição rara da obra “Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia”, criada pelo artista Hector Julio Páride Bernabó, conhecido nacionalmente como Carybé. O livro integra o acervo municipal desde 1993 e é considerado um importante registro histórico e cultural da Bahia e das religiões de matriz africana.
A publicação foi lançada em 1980 e possui uma tiragem limitada de cinco mil exemplares. A obra reúne 128 aquarelas representando os orixás do candomblé, além de textos produzidos por nomes importantes da literatura e da antropologia brasileira.
A introdução do livro foi escrita por Jorge Amado. A publicação também conta com textos do etnólogo e fotógrafo Pierre Verger e do escritor Waldeloir Rego.
O projeto editorial foi realizado pelo artista baiano Emanoel Araújo e coordenado pela Universidade Federal da Bahia.
Segundo as informações divulgadas, os textos presentes na obra abordam aspectos culturais e históricos ligados à memória africana preservada no Brasil, especialmente na Bahia, por meio das tradições do candomblé.
A obra passou a integrar o acervo do Arquivo Municipal após ser doada, em 1993, por Massimo Ricardo de Benedictis, primeiro diretor do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima.
O bibliotecário do Arquivo Municipal, Fábio Freitas, destacou a relevância cultural da publicação para a identidade baiana e para a valorização da diversidade cultural.
“Fortalece a identidade local, principalmente por ser um livro com uma temática que representa a Bahia. E claro, como toda função de biblioteca, oferece o acesso democrático à leitura, à literatura e, também, valoriza a diversidade cultural”, afirmou.
A divulgação da obra ocorre no mês em que é celebrado o Dia da Literatura Brasileira, comemorado em 1º de maio em homenagem ao escritor José de Alencar, um dos principais nomes do Romantismo brasileiro e autor de obras como “Iracema”, “O Guarani” e “Senhora”.
A professora e mestranda em Linguística Marine Paes também comentou sobre a importância da literatura na formação social e crítica dos leitores.
“A literatura atua na formação da própria percepção do mundo por parte do sujeito e, também, para a consolidação de um pensamento crítico que atue como uma lupa crítica diante da literatura vigente, observando por meio delas narrativas sociais que se consolidam na nossa sociedade”, declarou.
Fonte: PMVC
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