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A jovem Eduarda Atkinson, de 23 anos, tem apresentado sinais de recuperação após receber uma dose de polilaminina, substância experimental aplicada diretamente na medula espinhal. A aplicação ocorreu em Foz do Iguaçu, semanas após um acidente que resultou em lesão medular.
Eduarda sofreu uma colisão na rodovia SC-110, entre Jaraguá do Sul e Pomerode, que causou fratura na coluna e a perda dos movimentos das pernas.
Em publicação nas redes sociais, a jovem detalhou o progresso após o procedimento. Segundo ela, no dia 25 de março, um dia após a aplicação, ainda não havia controle dos movimentos, apesar das tentativas realizadas durante semanas desde o acidente.
Já no dia 2 de abril, Eduarda registrou o primeiro avanço significativo. Nesse momento, conseguiu equilibrar a perna, mantê-la por alguns instantes e direcionar o movimento.
Um mês depois, em 25 de abril, relatou nova evolução. De acordo com o relato, passou a sustentar a perna por mais de um minuto, impulsionar o joelho e realizar movimentos laterais com algum nível de controle.
Ao descrever o processo, afirmou: “Movimentos simples, mas enormes. Cada resposta do meu corpo representa esperança, esforço e gratidão. Sou muito feliz por compartilhar meus avanços e por fazer parte desse estudo.”
A polilaminina é uma substância desenvolvida em laboratório, derivada da placenta humana, com aplicação direta na medula espinhal. O objetivo é estimular a regeneração das conexões nervosas.
O método foi desenvolvido pela pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, e segue em fase experimental, com autorização da Anvisa.
De acordo com a paciente, os profissionais de saúde consideram os sinais iniciais como positivos, embora mantenham cautela. “Os médicos veem esse avanço como algo muito positivo e importante dentro do meu quadro. Eles mantêm uma postura cautelosa, porque a reabilitação neurológica é imprevisível”, explicou.
Além do tratamento, Eduarda segue em processo de reabilitação com sessões frequentes de fisioterapia. Ela destacou também a importância do suporte familiar durante o processo de recuperação.
Em seu relato, agradeceu aos pais, à irmã e ao namorado pelo apoio contínuo durante o tratamento. “A recuperação é longa e exige mais do que força física. É o corpo e o cérebro reaprendendo juntos, passo a passo”, afirmou.
Fonte: Só Notícia Boa
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