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Representantes de Israel e Líbano se reúnem nesta quinta-feira (23), em Washington, para uma nova rodada de negociações diplomáticas. O encontro ocorre em meio a um cessar-fogo considerado frágil, que tenta interromper os confrontos entre Israel e o grupo Hezbollah.
A trégua, com duração de dez dias, foi estabelecida após uma ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 16 de abril, e permanece em vigor.
A escalada mais recente da tensão teve início em 8 de outubro de 2023, quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel, em apoio ao Hamas. O cenário se agravou após uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, realizada no final de fevereiro de 2026.
De acordo com informações divulgadas, o governo libanês pretende solicitar a extensão do cessar-fogo por mais um mês durante as negociações, conduzidas em nível de embaixadores.
O plano de trégua mediado pelos Estados Unidos estabelece que Israel mantém o direito de agir em autodefesa, ao mesmo tempo em que solicita ao governo do Líbano que impeça o Hezbollah de realizar ações hostis contra alvos israelenses.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, afirmou que o país não possui “desentendimentos sérios com o Líbano” e declarou estar disposto a “estender a mão da paz” a quem buscar esse caminho. Ele também defendeu que o governo libanês atue em conjunto contra o Hezbollah.
Apesar das negociações, confrontos recentes podem dificultar o avanço das conversas. Na última semana, houve novos ataques envolvendo forças israelenses e o Hezbollah.
O primeiro-ministro libanês acusou Israel de crimes de guerra após um ataque aéreo no sul do país que resultou na morte de uma jornalista e deixou outro profissional gravemente ferido, conforme informações da agência estatal libanesa.
Ainda segundo a mídia oficial do Líbano, ao menos quatro pessoas morreram em ataques distintos na região sul.
As ações geraram reações de organizações internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas.
Diante do cenário de instabilidade, a Embaixada dos Estados Unidos em Beirute recomendou que cidadãos americanos deixem o país, citando riscos contínuos relacionados a terrorismo e sequestros.
O governo libanês também mantém esforços para desarmar o Hezbollah, especialmente nas áreas próximas à fronteira com Israel. Em janeiro, autoridades anunciaram a conclusão da primeira etapa desse processo, embora Israel tenha considerado o avanço insuficiente.
As negociações em Washington ocorrem nesse contexto de tensão, com expectativa de avaliar a continuidade do cessar-fogo e possíveis medidas para reduzir o conflito.
Fonte: CNN
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