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O Ministério da Agricultura suspendeu temporariamente as importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau da Costa do Marfim, após avaliação técnica indicar risco fitossanitário. A decisão foi publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial da União.
O governo aponta que o fluxo de cacau de países vizinhos, como Gana, Guiné e Libéria, para a Costa do Marfim pode gerar mistura de grãos antes da exportação – prática conhecida como triangulação comercial. Alguns desses países não têm autorização para exportar ao Brasil, aumentando o risco de contaminação das cargas. A suspensão valerá até que a Costa do Marfim apresente garantias formais de rastreabilidade.
O Brasil produz cerca de 80% do cacau consumido internamente. Em 2025, a produção nacional chegou a 186.137 toneladas, enquanto 42.199 toneladas foram importadas, das quais 81% vinham da Costa do Marfim.
A medida recebeu apoio de produtores e entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, que destacam a proteção da produção nacional. Já a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau demonstrou preocupação e reforçou a necessidade de decisões baseadas em critérios técnicos e rastreabilidade segura.
Fonte: G1
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