Uma descoberta arqueológica na Indonésia chamou a atenção da comunidade científica ao revelar um contorno de mão com aproximadamente 67,8 mil anos, identificado em uma caverna na ilha de Sulawesi. O achado pode ser a arte rupestre mais antiga já registrada no mundo.
Conhecido como estêncil manual, o registro foi produzido com o uso de ocre, um pigmento mineral. Segundo o arqueólogo e geoquímico Maxime Aubert, da Universidade Griffith, na Austrália, a técnica consistia em posicionar a mão na parede da caverna e aplicar o pigmento ao redor, possivelmente por sopro direto ou com instrumentos rudimentares.
A marca é significativamente mais antiga do que as famosas pinturas das cavernas de Lascaux, na França, e supera até registros atribuídos a neandertais encontrados na Espanha. Para os pesquisadores, além do valor artístico, o estêncil pode ter tido um forte significado social, funcionando como símbolo de identidade ou marca de grupos humanos que passaram pela região.
A descoberta reforça a importância do Sudeste Asiático nos estudos sobre a evolução do pensamento simbólico e da criatividade humana, levando cientistas a reavaliar as narrativas sobre o desenvolvimento cultural do Homo sapiens antes de sua expansão pelo mundo.
Fonte: Itatiaia






