Ministros das Relações Exteriores de oito países anunciaram a adesão ao Conselho de Paz de Gaza, iniciativa proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Paquistão, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita e Catar confirmaram, em comunicado conjunto, que aceitaram o convite estendido a seus líderes e que cada nação seguirá seus respectivos trâmites legais para formalizar a participação.
Segundo a nota, o objetivo do Conselho é consolidar um cessar-fogo permanente, apoiar a reconstrução da Faixa de Gaza e promover uma paz justa e duradoura, baseada no direito dos palestinos à autodeterminação e à soberania, em conformidade com o direito internacional.
A iniciativa, no entanto, não obteve adesão unânime entre os aliados ocidentais. Em entrevista à emissora pública italiana RAI, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o país tem interesse no plano apresentado por Trump, mas explicou que Roma não pode aderir de forma imediata devido a restrições constitucionais.
Já o presidente da França, Emmanuel Macron, recusou oficialmente o convite para integrar o Conselho de Paz de Gaza, conforme informado.
O anúncio marca um novo movimento diplomático em torno do conflito, reunindo países do Oriente Médio, da Ásia e do mundo islâmico em torno de uma proposta voltada à interrupção definitiva das hostilidades e à reconstrução do território palestino.






