Os protestos no Irã já deixaram ao menos 192 mortos em cerca de duas semanas, segundo a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega. A organização alerta que o número pode ser maior, já que o bloqueio da internet no país dificulta a verificação das informações. Mais de duas mil pessoas também foram presas desde o início das manifestações.
Inicialmente motivados pelo aumento do custo de vida, os protestos evoluíram para um movimento contra o regime teocrático que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979. De acordo com a agência France Presse (AFP), a mobilização representa um dos maiores desafios recentes ao governo liderado pelo aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos.
Mesmo após declarações de autoridades iranianas e internacionais, as manifestações continuam e se intensificaram nos últimos dias, com registros em cidades como Teerã e Mashhad. Vídeos circulam nas redes sociais apesar do bloqueio total da internet, que já ultrapassa 60 horas.
Outras entidades também relatam números elevados de vítimas. O Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI), sediado nos Estados Unidos, afirma receber relatos de centenas de mortos e aponta que hospitais estão sobrecarregados, com falta de sangue e muitos feridos por disparos. Já a Human Rights Activists News Agency contabiliza 116 mortes confirmadas, incluindo integrantes das forças de segurança.
No fim de semana, o chefe da polícia iraniana anunciou prisões consideradas “significativas” de líderes dos protestos, sem divulgar detalhes. Enquanto isso, organizações internacionais e líderes religiosos seguem pedindo diálogo e o fim da violência.
Fonte: Itatiaia






