Em discurso a deputados do Partido Republicano, nesta terça-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exaltou a força militar americana e afirmou que nenhuma outra nação é “páreo” para o país. A fala ocorreu durante encontro no Kennedy Center, em Washington, e marcou a primeira manifestação oficial de Trump sobre a operação realizada no último sábado (3) na Venezuela, que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro.
Ao comentar a ação, o presidente classificou a operação como “brilhante” e destacou a superioridade militar dos Estados Unidos. Segundo ele, o país demonstrou ser “o mais poderoso, o mais sofisticado e sem medo” do planeta. Trump afirmou ainda que nenhuma outra nação teria capacidade de executar uma ação semelhante, ressaltando a rapidez e o arsenal das forças americanas.
Durante o discurso, Trump também fez comentários irônicos sobre Nicolás Maduro, mencionou danças do ex-ditador e o descreveu como “violento” e responsável por torturas. Apesar do tom duro, o presidente negou que os Estados Unidos estejam em guerra com a Venezuela. Em entrevista concedida na noite de segunda-feira (5) à NBC News, afirmou que o país está em guerra contra o tráfico de drogas e contra grupos que, segundo ele, enviam criminosos aos EUA.
Questionado sobre os próximos passos políticos na Venezuela após a captura de Maduro, Trump descartou a realização de eleições em um prazo de 30 dias. Segundo o presidente, o país precisa ser “consertado” antes de qualquer processo eleitoral, afirmando que não haveria condições mínimas para votação no curto prazo.
Trump também anunciou que um grupo de autoridades americanas irá supervisionar o envolvimento dos Estados Unidos na Venezuela. Entre os nomes citados estão o secretário de Estado, Marco Rubio; o secretário de Defesa, Pete Hegseth; o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller; e o vice-presidente, JD Vance. O presidente destacou que, apesar da atuação conjunta, o comando final das decisões permanecerá sob sua responsabilidade.






