O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, passou a vigorar nesta quinta-feira (1º). O valor representa um reajuste de R$ 103, o equivalente a 6,79%, em relação ao piso de R$ 1.518, válido em 2025. Os trabalhadores que recebem o mínimo terão o novo valor incorporado aos rendimentos a partir do pagamento de fevereiro.
Com a atualização, o valor mínimo da diária de trabalho passa a ser de R$ 54,04, enquanto o valor da hora trabalhada sobe para R$ 7,37.
O aumento do salário mínimo também provoca impacto direto sobre benefícios sociais vinculados ao piso, como aposentadorias e pensões do INSS, seguro-desemprego, abono salarial e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Em razão disso, os gastos públicos obrigatórios tendem a crescer. De acordo com a equipe econômica, cada R$ 1 de reajuste no salário mínimo gera uma despesa aproximada de R$ 429,3 milhões. Para 2026, a estimativa é de um impacto adicional de cerca de R$ 44,2 bilhões nos cofres públicos.
O cálculo do novo piso considera o INPC de novembro, que acumulou alta de 4,18% em 12 meses, além do crescimento econômico de dois anos anteriores. Para o reajuste de 2026, foi utilizado o PIB de 2024, que registrou crescimento de 3,4%. No entanto, o arcabouço fiscal estabelece que o ganho real acima da inflação fique limitado a um intervalo entre 0,6% e 2,5%.
Fonte: CNN






