Morre Brigitte Bardot, ícone do cinema francês e defensora dos animais, aos 91 anos

A atriz e cantora francesa Brigitte Bardot morreu neste domingo (28), aos 91 anos. Ícone do cinema francês e símbolo de liberdade feminina no pós-guerra, ela alcançou fama mundial a partir da década de 1950 e encerrou a carreira artística em 1973, no auge do sucesso.

Bardot se consagrou internacionalmente com o filme “E Deus Criou a Mulher” (1956) e atuou em 56 produções ao longo da carreira. Sua imagem influenciou o cinema, a moda e o comportamento feminino, tornando-se referência cultural em diversos países.

Após deixar as telas, passou a viver de forma reclusa e dedicou-se integralmente à defesa dos animais. Criou a Fundação Brigitte Bardot e se tornou uma das principais ativistas da causa animal na França, atuando contra a caça, maus-tratos e o uso de animais em testes.

Nos últimos anos, sua imagem também foi marcada por polêmicas, incluindo declarações consideradas racistas e apoio a partidos da extrema direita francesa.

A morte foi anunciada pela Fundação Brigitte Bardot, que destacou sua decisão de abandonar a fama para dedicar a vida ao bem-estar animal. A atriz mantinha uma relação afetiva com o Brasil, especialmente com a cidade de Búzios, que ganhou projeção internacional após sua visita nos anos 1960.

O falecimento gerou repercussão na França e no mundo. O presidente Emmanuel Macron lamentou a perda e classificou Bardot como uma “lenda do século”.

Fonte: G1

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