Maduro exalta força militar e popular em meio a tensão com os Estados Unidos

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira (1º) que o poder nacional do país se baseia na força do povo, das instituições e das armas, em declaração feita durante um ato público em Caracas. O discurso ocorre em um momento de intensificação das tensões com os Estados Unidos, após alertas da Casa Branca sobre riscos no espaço aéreo venezuelano que levaram ao cancelamento de voos de diversas companhias internacionais.

Segundo Maduro, a sustentação do Estado venezuelano está “no imenso poder de seu povo, em sua consciência, em suas instituições, em seus fuzis e em sua decisão de construir esta pátria acima de qualquer dificuldade”. O pronunciamento foi feito após uma passeata convocada para acompanhar a posse dos Comandos Bolivarianos Integrados, grupo que, de acordo com o governo, será responsável por revisar planos de segurança comunitária, produção, educação, saúde e obras públicas.

Ao jurar “lealdade absoluta” aos apoiadores, o presidente declarou que o país busca paz, igualdade e liberdade, apesar das pressões externas. Entre os participantes da mobilização estava Keila Azuaje, representante do sindicato do transporte em duas rodas, que definiu o ato como “um apelo à paz” e dirigiu uma mensagem ao presidente dos EUA, Donald Trump: “Não queremos mais guerra, não queremos mais bloqueio, queremos nossa Venezuela em paz”. Azuaje relatou ter recebido treinamento, inclusive de tiro, em atividades de alistamento militar organizadas pelo governo, e afirmou que a população está “preparada para a defesa”.

A manifestação ocorre após a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitir, em 21 de novembro, um alerta recomendando “extrema precaução” a voos sobre a Venezuela e o sul do Caribe, alegando risco potencial na região. A orientação provocou a suspensão de operações de empresas como Gol, Iberia e Avianca.

No sábado, Trump voltou a alertar, afirmando que o espaço aéreo venezuelano “permanecerá totalmente fechado”, declaração rejeitada pelo governo venezuelano. Caracas reforçou que apenas o Instituto Nacional de Aviação Civil (Inac) tem autoridade para restringir o espaço aéreo do país.

Fonte: PlenoNews

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