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A Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM), realizou nesta quinta-feira (27) a abertura oficial da campanha internacional “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. O destaque da cerimônia foi a adesão do município ao Instituto Banco Vermelho, tornando-se o primeiro da Bahia a integrar a iniciativa que simboliza o sangue das mulheres vítimas de violência e reforça a meta de “Feminicídio Zero”.
Para marcar o lançamento, um banco gigante foi instalado na Praça Nove de Novembro, chamando a população a “sentar e refletir, levantar e agir”. A campanha local adota o lema “Onde há respeito, há Conquista”.
Durante o evento, a prefeita Sheila Lemos ressaltou a urgência do tema e lamentou os registros de violência no município. “Foram seis tentativas de feminicídio e, infelizmente, uma morte consumada. A mulher morrer apenas por ser mulher é um absurdo”, destacou. A gestora enfatizou a importância de ampliar o debate, especialmente nas escolas, para promover a igualdade desde a infância.
A secretária de Políticas para Mulheres, Viviane Ferreira, comemorou o pioneirismo da cidade. Segundo ela, o banco fará um percurso itinerante por bairros, praças e zona rural, acompanhado de ações educativas. “É uma política pública que alcançará toda a sociedade, reforçando o combate à violência contra mulheres e meninas”, afirmou.
Representantes do Instituto Banco Vermelho também participaram da abertura. A vice-presidente, Paula Limongi, lembrou que o Brasil está entre os países que mais matam mulheres e destacou o caráter preventivo da ação. Ela entregou à prefeita o selo de primeiro município baiano a aderir ao projeto e incentivou estudantes a acessarem, via QR Code instalado no banco, uma mensagem da cantora e influenciadora Juliette.
Andrea Rodrigues, também do Instituto, explicou que a iniciativa nasceu da transformação do luto em luta, após a perda de amigas vítimas de feminicídio. “O banco é um ícone, mas o principal é trazer o tema para o diálogo”, afirmou.
A cerimônia também deu voz a histórias de superação. Nilvete Gomes relatou o acolhimento recebido no Centro de Referência da Mulher Albertina Vasconcelos (Crav) e incentivou outras vítimas a buscarem ajuda. Estudantes da Escola Municipal Prof.ª Edivanda Maria Teixeira participaram da atividade, reforçando o caráter educativo da iniciativa. Para a cuidadora Cristiane Souza, envolver jovens é fundamental para quebrar o silêncio e reconhecer situações de violência.
A campanha segue com ações de conscientização em diversos espaços do município.
Fonte: PMVC
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