Pela primeira vez, a Conferência das Partes (COP), principal fórum internacional de deliberação sobre a agenda climática global, acontece no Brasil — e no coração da Amazônia. O encontro, que começa nesta segunda-feira (10), em Belém, deve reunir cerca de 60 mil participantes, entre representantes governamentais, cientistas, ativistas, empresários e integrantes da sociedade civil.
A conferência, que reúne os 198 países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), está prevista para ocorrer até 21 de novembro, com possibilidade de prorrogação caso as negociações avancem lentamente.
Além de chefes de Estado e ministros, que participaram da cúpula de líderes na semana anterior, o evento também contará com a presença de coalizões de países, como o G77, que reúne nações em desenvolvimento.
As discussões da COP buscam alinhar metas globais de enfrentamento às mudanças climáticas, incluindo redução de emissões de gases de efeito estufa, financiamento de projetos sustentáveis e transição para uma economia de baixo carbono. A presidência da conferência tem o papel de definir as prioridades e conduzir as negociações.
Tradicionalmente, a primeira semana da COP é dedicada a debates técnicos, enquanto a segunda concentra encontros políticos e assinaturas de acordos. Todas as decisões precisam ser consensuais, e cada país tem direito a voto. Embora as negociações se estendam ao longo do ano, é durante a conferência que os acordos e memorandos costumam ser formalizados e assinados.






