Roubo no Louvre revela segurança frágil e senha absurda: “LOUVRE”

Um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas da França criticou duramente a direção do Museu do Louvre após o roubo de nove joias históricas em um assalto realizado em plena luz do dia. Segundo o documento, a administração priorizou compras de obras de arte e reformas estéticas em detrimento da segurança do maior museu do mundo.

O assalto durou cerca de oito minutos: quatro homens escalaram o prédio, arrombaram uma janela e quebraram uma vitrine reforçada antes de fugir. O episódio evidenciou fragilidades já conhecidas. Entre elas, a falta de cobertura por câmeras — 61% das 465 galerias não eram monitoradas — e senhas extremamente simples, como “LOUVRE” e “THALES”, usadas no sistema de vigilância, conforme apontava um alerta de 2014.

O relatório observou que, entre 2018 e 2024, o museu investiu 27 milhões de euros em manutenção e 60 milhões na restauração do palácio, enquanto o valor gasto em compras e reorganização de acervos foi ainda maior: 105 milhões de euros em aquisições de obras de arte no período.

A diretora do Louvre, Laurence des Cars, reconheceu as fragilidades e afirmou que pretende ampliar o número de câmeras. Ela chegou a oferecer renúncia ao cargo, mas a ministra da Cultura, Rachida Dati, não aceitou. Depois de inicialmente defender o museu, Dati admitiu que o roubo representou um fracasso e revelou “falhas de segurança de fato”. O presidente Emmanuel Macron pediu aceleração nas melhorias.

Fonte: CNN

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