Das 44 estatais controladas diretamente pela União, 12 encerraram o ano de 2024 com resultado líquido negativo, de acordo com dados do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) compilados pelo CNN Money.
Os Correios registraram o pior desempenho, com déficit de R$ 2,6 bilhões, em meio a uma crise financeira que levou a empresa a anunciar um amplo plano de reestruturação. Entre as medidas, está a solicitação de um empréstimo de R$ 20 bilhões para equilibrar as contas e viabilizar investimentos.
Em segundo lugar na lista aparece a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), que fechou o período com prejuízo de R$ 1,1 bilhão. A estatal é responsável pela operação de sistemas ferroviários urbanos em diversas capitais brasileiras.
Na sequência, aparecem Embrapa (R$ -375 milhões), Infraero (R$ -229 milhões) e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) (R$ -132 milhões), completando o grupo das cinco estatais com os piores resultados no ano.
Apesar do cenário negativo, o governo federal pondera que o resultado primário não é o indicador mais adequado para avaliar a saúde financeira das companhias públicas. Segundo o MGI, esse indicador reflete a metodologia do Orçamento da União, voltada às finanças públicas, e não necessariamente a situação de caixa ou o desempenho operacional das empresas.
O ministério explica que um déficit primário pode ocorrer, por exemplo, quando a estatal realiza investimentos ou distribui dividendos utilizando recursos acumulados em exercícios anteriores. “Um déficit primário pode indicar um ciclo de investimento intensivo, financiado por recursos previamente acumulados ou por endividamento planejado, e não necessariamente uma falha de gestão ou insuficiência de receitas operacionais”, afirmou o MGI em nota.
Fonte: CNN






