A líder da oposição venezuelana María Corina Machado foi a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, anunciado nesta sexta-feira (10) pelo Comitê Norueguês do Nobel. A escolha reconhece sua atuação “incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
O comitê destacou que Machado tem sido uma “figura-chave e unificadora em uma oposição política antes profundamente dividida”, que passou a se reunir em torno da defesa por eleições livres e de um governo representativo.
“Nos últimos anos, a Sra. Machado foi forçada a viver escondida. Apesar das sérias ameaças à sua vida, ela permaneceu no país, uma escolha que inspirou milhões. Quando autoritários tomam o poder, é crucial reconhecer os corajosos defensores da liberdade que se levantam e resistem”, afirmou Jørgen Watne Frydnes, presidente do comitê norueguês do Nobel.
A líder da oposição foi impedida de disputar as eleições presidenciais de 2024 contra Nicolás Maduro, após ser desqualificada pelo governo. Em seu lugar, apoiou o diplomata Edmundo González Urrutia. O pleito foi marcado por repressão, prisões e violações de direitos humanos. Apesar de evidências de fraude, o Conselho Nacional Eleitoral, controlado por aliados de Maduro, declarou o ditador vencedor. Os protestos que se seguiram deixaram mais de 20 mortos.
Desde janeiro, Machado está escondida e não aparece em público. Há também um mandado de prisão contra González, que se exilou na Espanha. O comitê do Nobel afirmou que ainda é incerto se Machado poderá comparecer à cerimônia de entrega, marcada para dezembro, em Oslo.
Criado em 1901, o Prêmio Nobel da Paz é concedido a pessoas ou instituições que contribuíram para o avanço da humanidade. O vencedor recebe uma medalha de ouro e uma premiação de 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 4,8 milhões). A escolha é feita por cinco membros indicados pelo Parlamento da Noruega.
Fonte: PlenoNews






