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O terceiro e último dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro ocorreu na terça-feira (4), com as escolas Mocidade Independente de Padre Miguel, Paraíso do Tuiuti, Grande Rio e Portela se apresentando no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
A noite foi marcada pela despedida de Paolla Oliveira da Grande Rio e pela homenagem da Portela ao cantor Milton Nascimento, que foi recebido de pé pelo público enquanto desfilava em um trono dourado em um dos carros alegóricos.
Veja os principais destaques:
Mocidade Independente de Padre Miguel
Com fantasias futuristas, painéis de LED e robôs humanoides, a escola abordou as consequências do uso indiscriminado da tecnologia. O enredo “Voltando para o futuro, não há limites para sonhar” foi desenvolvido pelo casal de carnavalescos Renato e Márcia Lage, que faleceu em janeiro devido a leucemia. A apresentação contou com 24 alas, sete alegorias e três mil componentes. No entanto, a agremiação enfrentou problemas técnicos, como dificuldades na evolução da ala das baianas e a porta-bandeira Bruna Santos precisou improvisar para manejar o mastro de sua fantasia.
Paraíso do Tuiuti
Neste ano, a escola apresentou o enredo “Glória ao Almirante Negro”, homenageando Xica Manicongo, considerada a primeira travesti do Brasil. A comissão de frente foi composta por 15 mulheres trans, incluindo a deputada federal Erika Hilton. Durante o desfile, a escola enfrentou atrasos devido ao tamanho dos carros alegóricos, que impactaram o fluxo. Para cumprir o tempo regulamentar de 80 minutos, precisaram acelerar o desfile na reta final, o que pode resultar em penalizações nos quesitos evolução e harmonia.
Acadêmicos da Grande Rio
A penúltima escola a desfilar trouxe o enredo “Pororocas parawaras: as águas dos meus encantos nas contas dos curimbós”, celebrando as águas amazônicas e as entidades encantadas. O carro abre-alas tinha 40 metros de comprimento e era iluminado por 75 lanternas. Durante a apresentação, Paolla Oliveira se despediu como rainha de bateria após anos dedicados à escola para focar em outras áreas da sua vida.
Portela
A Portela fechou os desfiles com uma homenagem ao cantor Milton Nascimento. O público recebeu o artista de pé enquanto desfilava em um trono dourado. Cada ala representou momentos significativos da carreira de Milton, como as baianas que foram chamadas de “Marias”, em referência à canção Maria Maria. Com mais de 100 anos de história e 22 títulos no Carnaval carioca, a Portela quebrou uma tradição ao homenagear um artista fora do seu panteão habitual.
A apuração para definir a grande campeã do Carnaval carioca está marcada para esta quarta-feira (5).
Fonte: CNN
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