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A sonda espacial chinesa Chang’e 6 retornou à Terra nesta terça-feira (25), com amostras de rocha e solo do lado distante da Lua, pouco explorado, em um fato inédito no mundo. A sonda aterrissou no local predeterminado, na região da Mongólia Interior, e a missão foi um “sucesso completo”, disse a agência espacial chinesa. Devido à sua complexidade, esse foi um dos projetos aeroespaciais mais ambiciosos já realizados pela China.
– Declaro agora que a Missão de Exploração Lunar Chang’e 6 foi totalmente bem-sucedida – disse Zhang Kejian, diretor da Administração Espacial Nacional da China, em uma entrevista coletiva televisionada após o pouso.
Os cientistas chineses preveem que as amostras devolvidas incluirão rocha vulcânica de 2,5 milhões de anos e outros materiais que, segundo eles, responderão a perguntas sobre diferenças geográficas nos dois lados da Lua.
O lado próximo é o que é visto da Terra, e o lado distante está voltado para o espaço sideral. Sabe-se também que o lado mais distante tem montanhas e crateras de impacto, em contraste com as extensões relativamente planas visíveis no lado mais próximo.
Embora missões anteriores dos Estados Unidos e da União Soviética tenham coletado amostras do lado próximo da Lua, a missão chinesa foi a primeira a coletar amostras do lado distante.
RIVALIDADE
O programa lunar faz parte de uma rivalidade crescente com os EUA – ainda líder em exploração espacial – e outros países, incluindo Japão e Índia. A China colocou sua própria estação espacial em órbita e envia tripulações regularmente para lá.
O líder da China, Xi Jinping, enviou uma mensagem de felicitações à equipe da Chang’e, dizendo que se tratava de uma “conquista histórica nos esforços de nosso país para se tornar uma potência espacial e tecnológica”.
A sonda deixou a Terra em 3 de maio e sua jornada durou 53 dias. A sonda perfurou o núcleo e coletou rochas da superfície.
Espera-se que as amostras “respondam a uma das questões científicas mais fundamentais da pesquisa científica lunar: qual atividade geológica é responsável pelas diferenças entre os dois lados?”, disse Zongyu Yue, geólogo da Academia Chinesa de Ciências, em um comunicado publicado na Innovation Monday, revista publicada em parceria com a Academia Chinesa de Ciências.
Nos últimos anos, a China lançou várias missões bem-sucedidas à Lua, coletando amostras do lado próximo da Lua com a sonda Chang’e 5. Eles também esperam que a sonda retorne com material que contenha traços de impactos de meteoritos do passado da Lua.
Com a reentrada bem-sucedida da sonda, os cientistas começarão a estudar as amostras.
Fonte: PlenoNews
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