O Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, foi reinaugurado nesta quarta-feira (1º), retomando as atividades da Sala Principal após a conclusão das obras de recuperação realizadas depois do incêndio que atingiu o teto do espaço em 2023. A cerimônia aconteceu na véspera das comemorações da Independência da Bahia e contou com a presença de autoridades e artistas.
Participaram da solenidade o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, além de outras autoridades. Também acompanharam o evento, na plateia, o senador Jaques Wagner, o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa e os ministros da Educação, da Igualdade Racial e do Turismo.
Reforma trouxe mudanças na estrutura
Durante a reforma, todo o telhado da Sala Principal foi substituído. O espaço também passou a contar com um pé-direito mais alto e o palco recebeu ampliação da capacidade de carga.
Ao comentar a reabertura do equipamento cultural, o secretário de Cultura, Bruno Monteiro, afirmou:
“Nada mais adequado que neste marco do 2 de julho estarmos celebrando justamente a volta do teatro, porque a cultura só existe no ambiente democrático.”
Programação reuniu teatro, música e dança
A cerimônia de reinauguração começou com a apresentação dos atores do espetáculo “O Candomblé da Barroquinha”. Na sequência, o ator e apresentador Jackson Costa apresentou um monólogo sobre a importância do teatro.
Durante a apresentação, ele declarou:
“O Teatro Castro Alves está de volta para casa. Ir ao teatro é um exercício de ser gente, então sejamos gente juntos.”
O evento também contou com apresentações do Balé do Teatro Castro Alves (BTCA), do repentista Bule-Bule e de artistas como o compositor Manno Góes, o maestro Carlos Prazeres e o cantor Lazzo Matumbi.
As cantoras Simone, Sued Nunes e Virgínia Rodrigues também participaram da programação, assim como o cantor e compositor Gilberto Gil, que se apresentou acompanhado pela Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA). A direção artística ficou sob responsabilidade de Elísio Lopes, enquanto a direção musical foi conduzida pelo maestro Carlos Prazeres e por Manno Góes.
Gilberto Gil relembra a trajetória do teatro
Durante sua participação, Gilberto Gil destacou a importância do Teatro Castro Alves para a cultura baiana e fez uma brincadeira ao pedir que o espaço fosse bem cuidado para que não voltasse a sofrer incêndios, lembrando que o teatro já registrou três ocorrências desde sua inauguração, em 1958.
O artista também afirmou:
“Foram tantos que passaram por aqui, como eu. Foram tantos modos de representar o espírito humano através de suas artes.”
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também ressaltou a estrutura do espaço após a reforma e declarou:
“O novo teatro renasce para a Bahia e para o Brasil ocupando o panteão não só dos melhores teatros do Brasil, como da América Latina.”
Fonte: G1 Bahia