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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. O encontro acontece em meio a um cenário de desgaste nas relações entre os dois países e deve reunir discussões sobre comércio, segurança, economia e política internacional.
De acordo com integrantes dos governos brasileiro e americano, pelo menos cinco assuntos devem concentrar as conversas entre os presidentes.
Um dos principais temas previstos para a reunião é o combate ao crime organizado. O governo dos Estados Unidos avalia classificar facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas.
Aliados de Trump defendem a medida como forma de ampliar mecanismos de cooperação internacional contra organizações criminosas. O governo brasileiro, porém, tenta evitar essa classificação.
A avaliação do Palácio do Planalto é que a mudança poderia ampliar a atuação americana em temas ligados à segurança pública no Brasil. Lula deve defender cooperação bilateral sem enquadrar as facções na legislação antiterrorismo.
O sistema de pagamentos Pix também deve ser discutido durante o encontro. O governo americano conduz uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras e avalia se o modelo adotado pelo Banco Central pode prejudicar empresas americanas do setor financeiro e de pagamentos digitais.
Os Estados Unidos argumentam que o sistema pode criar desvantagens competitivas para operadoras de cartão e empresas de tecnologia. O governo brasileiro nega irregularidades e afirma que o Pix é aberto à participação de empresas estrangeiras.
A expectativa é que Lula tente evitar que a investigação resulte em novas medidas comerciais contra o Brasil.
Os presidentes também devem discutir conflitos internacionais e política externa. Brasil e Estados Unidos têm adotado posições diferentes em temas relacionados à Venezuela, ao Irã e à atuação militar americana.
Enquanto Lula tem defendido soluções negociadas por meio de organismos internacionais e criticado intervenções unilaterais, Trump ampliou pressões contra governos considerados adversários dos Estados Unidos.
A situação política e humanitária da Venezuela e de Cuba também pode entrar na conversa.
Outro tema previsto é a exploração de minerais críticos e terras raras, considerados estratégicos para setores como tecnologia, inteligência artificial e transição energética.
O Brasil possui reservas importantes desses minerais e busca ampliar investimentos sem perder controle sobre a exploração. Os Estados Unidos tentam reduzir a dependência da China nesse mercado e ampliar parcerias internacionais.
O governo brasileiro defende acordos que incluam transferência de tecnologia e maior participação da indústria nacional nas cadeias produtivas.
Nos bastidores, auxiliares de Lula afirmam que o presidente brasileiro também pretende tratar do cenário político nacional e buscar um compromisso informal de não interferência americana nas eleições brasileiras de outubro.
O governo brasileiro demonstra preocupação com possíveis aproximações entre integrantes da gestão Trump e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A intenção é evitar manifestações ou ações que possam ser interpretadas como apoio externo durante o período eleitoral.
Além da agenda bilateral, o encontro é visto pelo Palácio do Planalto como uma tentativa de reforçar a imagem internacional de Lula em meio às dificuldades políticas internas.
Fonte: Terra
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