“Michael” registra estreia histórica e se torna a maior cinebiografia em bilheteria no lançamento

O filme “Michael”, que retrata a trajetória do cantor Michael Jackson, alcançou uma estreia expressiva nos cinemas e estabeleceu novos recordes de bilheteria. No primeiro fim de semana em cartaz, a produção arrecadou US$ 97 milhões nos Estados Unidos e US$ 217 milhões em todo o mundo.

De acordo com a revista Variety, o longa registrou a maior abertura já alcançada por uma cinebiografia, ultrapassando o desempenho de “Straight Outta Compton – A História do N.W.A.” (2015), que havia arrecadado US$ 60 milhões em sua estreia.

Além disso, o filme também superou outras produções de grande sucesso no cenário global, como “Oppenheimer”, que somou US$ 174,2 milhões, e “Bohemian Rhapsody”, que atingiu US$ 142 milhões no primeiro fim de semana. No Brasil, a arrecadação foi de US$ 8,2 milhões, ficando atrás apenas de países como Estados Unidos, Reino Unido, França e México.

Expectativa de arrecadação elevada

Com o desempenho inicial, a projeção de faturamento mundial foi revisada e pode chegar a US$ 910 milhões. A publicação Variety destaca que o resultado ocorre “apesar das críticas majoritariamente negativas (apenas 38% delas positivas no Rotten Tomatoes)”.

Ainda assim, o público reagiu de forma diferente da crítica especializada. O filme recebeu nota “A-” nas avaliações do CinemaScore, enquanto dados da PostTrak indicam que 61% da audiência foi composta por mulheres e 66% tinham mais de 25 anos.

Para Adam Fogelson, presidente da divisão de filmes da Lionsgate, o alcance do longa é amplo entre diferentes públicos. “Você não alcança esse número a menos que esteja vendo números expressivos em todos os segmentos demográficos imagináveis”, afirmou. “Eles claramente estão se divertindo muito, e isso é um ótimo presságio para um lançamento múltiplo”, completou.

Possível posição entre os maiores do estúdio

Caso a arrecadação global ultrapasse US$ 700 milhões, como esperado, “Michael” poderá figurar entre os maiores sucessos da Lionsgate. Atualmente, os principais títulos do estúdio incluem “Jogos Vorazes: Em Chamas” (US$ 865 milhões), “Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2” (US$ 848 milhões) e “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” (US$ 759 milhões).

Alto investimento e retorno inicial

A produção teve um custo próximo de US$ 200 milhões, posicionando-se entre as cinebiografias mais caras já realizadas. O financiamento foi dividido entre a Lionsgate, a Universal, responsável pela distribuição internacional, e os herdeiros de Michael Jackson.

Para o analista David A. Gross, o sucesso do filme está ligado à recepção do público. “O filme faz o público se levantar, cantar e dançar”, afirmou. Ele também destacou a diferença de percepção entre crítica e audiência, observando que especialistas consideram que o longa “evita as partes complicadas da vida do artista”, enquanto o público o enxerga como “uma homenagem nostálgica e reconfortante”.

Fonte: Só Notícia Boa

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