Pesquisa da UFSCar indica que estímulos simples podem reduzir diferenças ainda no primeiro ano de vida

Um estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) identificou atrasos no desenvolvimento motor de bebês que vivem em situação de pobreza já a partir dos seis meses de idade. A pesquisa acompanhou 88 crianças no interior de São Paulo e foi publicada no início de fevereiro na revista científica Acta Psychologica.

De acordo com o levantamento, os bebês em contextos socioeconômicos mais vulneráveis demoraram mais para realizar movimentos como agarrar objetos, virar e sentar, além de apresentarem menor variedade de ações motoras. O estudo também relaciona esses atrasos a possíveis impactos futuros na aprendizagem, com base em pesquisas anteriores.

Entre os fatores associados às dificuldades estão pouco espaço nas residências, permanência prolongada em carrinhos, ambientes considerados mais desorganizados e a sobrecarga de cuidadores solo. A pesquisa contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Por outro lado, os pesquisadores observaram que os atrasos podem ser revertidos com estímulos simples ainda no primeiro ano de vida. Aos oito meses, após práticas como colocar o bebê de bruços no chão, conversar, cantar, ler e oferecer brinquedos improvisados, as diferenças deixaram de ser significativas entre os grupos avaliados.

Fonte: Folha do Estado da Bahia

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