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A guerra no Oriente Médio continua sem sinais concretos de cessar-fogo, mesmo diante de iniciativas diplomáticas em andamento. Nesta quarta-feira (25), novos ataques foram registrados entre Irã e Israel, além de ações que atingiram outros países da região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que negociações estão ocorrendo “neste momento” com o objetivo de encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. Segundo ele, participam das tratativas nomes como Steve Witkoff, Jared Kushner, JD Vance e Marco Rubio. Apesar disso, autoridades iranianas não confirmaram qualquer diálogo, e representantes do país negaram publicamente a existência de negociações.
Informações divulgadas por veículos de imprensa indicam que uma proposta de paz mediada pelo Paquistão teria sido apresentada, incluindo um possível cessar-fogo de um mês e condições relacionadas ao programa nuclear iraniano, à atuação de aliados regionais e à navegação no Estreito de Ormuz. Em contrapartida, haveria possibilidade de suspensão de sanções internacionais.
No entanto, enquanto as articulações diplomáticas avançam, os confrontos continuam. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou ataques contra áreas de Israel, incluindo a região de Tel Aviv, além de bases militares americanas no Kuwait, Jordânia e Bahrein. Em Israel, serviços de emergência registraram feridos após impactos de mísseis.
No Kuwait, um ataque com drones provocou incêndio em um depósito de combustível no aeroporto internacional, sem registro de vítimas. Já Israel informou ter realizado novos bombardeios em Teerã, mirando estruturas ligadas ao governo iraniano.
O conflito também se estende ao Líbano, onde ataques recentes deixaram mortos no sul do país. Desde o início da escalada regional, mais de mil pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas, segundo autoridades locais.
Em meio ao cenário de tensão, relatos apontam para a intensificação do impacto na rotina da população. “O barulho, as explosões e os mísseis já fazem parte da vida cotidiana”, disse à AFP uma moradora de Teerã.
Sem confirmação oficial de avanços nas negociações e com ataques contínuos, o conflito permanece ativo e sem perspectiva imediata de resolução.
Fonte: JP News
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