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Autoridades de Israel e do Líbano podem iniciar, nos próximos dias, negociações com o objetivo de alcançar um cessar-fogo no conflito envolvendo o grupo Hezbollah. A informação foi divulgada no domingo (15) por dois funcionários israelenses.
Até o momento, não foram apresentados detalhes sobre os termos de um eventual acordo nem um cronograma para o início das conversas. Segundo as fontes, as tratativas devem abordar também o desarmamento do Hezbollah.
De acordo com autoridades libanesas, o governo de Beirute está organizando uma delegação para participar das negociações. No entanto, representantes do país afirmam que ainda aguardam esclarecimentos sobre a principal condição apresentada pelo presidente Joseph Aoun: a exigência de um cessar-fogo completo antes que qualquer diálogo seja iniciado.
A possibilidade de negociações foi noticiada inicialmente pelo jornal israelense Haaretz. Apesar disso, um funcionário libanês afirmou no domingo que o país ainda não recebeu qualquer notificação oficial de Israel sobre o início das discussões.
Mediação e articulações diplomáticas
Segundo autoridades israelenses, o conselheiro do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Ron Dermer, está à frente das negociações pelo lado israelense. A França também participa da iniciativa diplomática.
A Rádio do Exército de Israel informou que Dermer esteve na Arábia Saudita na semana passada para discutir as negociações, que poderiam começar após o esgotamento da atual campanha militar contra o Hezbollah.
Apesar dessas informações, o gabinete de Netanyahu não respondeu a pedidos de comentário. Já o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, negou anteriormente que negociações com o Líbano estivessem em andamento.
Conflito e tensões na região
O Líbano foi envolvido diretamente no atual conflito do Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel alegando que a ação era uma forma de vingança pela morte do líder supremo do Irã.
Em resposta, Israel iniciou uma ofensiva que, segundo informações citadas por autoridades, já deixou mais de 800 mortos no território libanês e provocou o deslocamento de mais de 800 mil pessoas.
O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que o Estado libanês está disposto a participar de negociações diretas com Israel com o objetivo de encerrar o conflito.
Ao mesmo tempo, a disposição do governo para dialogar ocorre em meio a tensões internas no Líbano relacionadas ao papel do Hezbollah como grupo armado. Neste mês, o governo de Beirute proibiu as atividades militares do grupo, decisão que foi rejeitada pela organização, que continuou realizando ataques e lançando centenas de foguetes contra Israel.
Segundo um oficial israelense ouvido pela Reuters na sexta-feira, a campanha militar contra o Hezbollah deve ser intensificada e pode continuar mesmo após o fim dos ataques contra o Irã.
Fonte: CNN
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