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Adolescentes que estudam em escolas com regras para a venda de alimentos e bebidas consomem menos produtos ultraprocessados. A conclusão é de um estudo da Universidade de São Paulo, com base em dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2019, que analisou estudantes de 13 a 17 anos em capitais brasileiras.
A pesquisa identificou que a existência de normas funciona como fator de proteção, enquanto a maior oferta de ultraprocessados nas cantinas está associada ao aumento do consumo. Ao todo, foram mapeadas 51 regulamentações em vigor nas capitais, entre leis, decretos e portarias. Escolas públicas apresentaram ambiente mais protegido, principalmente por conta do Programa Nacional de Alimentação Escolar, que prioriza alimentos in natura e limita a compra de ultraprocessados.
Já nas escolas privadas, onde a presença de cantinas é mais comum, a exposição a esses produtos é maior. O estudo também apontou desigualdades regionais na adoção das regras e reforçou a necessidade de uma legislação nacional para padronizar os critérios de venda de alimentos no ambiente escolar e promover hábitos alimentares mais saudáveis entre os jovens.
Fonte: CNN
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