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Uma rara e severa tempestade, classificada como supercélula, atingiu o município de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, durante a madrugada desta terça-feira (24). O fenômeno resultou em uma tragédia com 16 mortes confirmadas pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Segundo balanço da prefeitura local, o volume de chuva registrado superou o dobro do esperado para todo o mês, tornando fevereiro de 2026 o mais chuvoso de toda a história da cidade.
A passagem da tempestade deixou Juiz de Fora em estado de calamidade pública. Áreas inteiras amanheceram alagadas, bairros ficaram ilhados e o Rio Paraibuna, junto a diversos córregos, transbordou. A destruição estrutural é severa: além de deslizamentos de terra e quedas de árvores em diversas regiões, o município registrou o desabamento de dois prédios. De acordo com estimativas da Defesa Civil, pelo menos 440 pessoas estão desabrigadas.
Diferente das tempestades convencionais, a supercélula é caracterizada por ser um sistema isolado, altamente organizado e duradouro. Segundo informações da Climatempo e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), essas tempestades podem permanecer ativas por várias horas e percorrer longas distâncias.
Sua formação ocorre na parte quente de sistemas de baixa pressão, propagando-se frequentemente ao longo de frentes frias. O diferencial técnico é a presença de mesociclones — rotações internas causadas por correntes de vento que inclinam o movimento do ar dentro das nuvens. Embora sejam conhecidas por gerar tornados (os eventos mais destrutivos), as supercélulas também provocam ventos fortes, granizo e as chuvas torrenciais que devastaram a cidade mineira. No Brasil, o fenômeno é registrado principalmente nas regiões Sul e Sudeste.
Diante da gravidade do cenário, o governo federal mobilizou ajuda imediata. Equipes da Defesa Civil Nacional e da Força Nacional do SUS foram enviadas a Juiz de Fora para prestar apoio logístico, assistência médica e suporte aos trabalhos de socorro.
As autoridades locais seguem monitorando as áreas de risco, enquanto o trabalho de remoção de escombros e busca por possíveis desaparecidos continua. A prioridade no momento é o atendimento às vítimas e a assistência às centenas de cidadãos que perderam suas casas devido às inundações e desabamentos.
Fonte: PlenoNews
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