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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deverá decidir o futuro do ministro Dias Toffoli na relatoria do inquérito que apura fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A permanência do magistrado na supervisão do caso tornou-se alvo de pressão após a Polícia Federal (PF) localizar menções diretas a ele no celular de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição e principal alvo da investigação.
Fachin solicitou que Toffoli se manifeste oficialmente sobre o conteúdo encontrado pela perícia. Caberá ao presidente da Corte avaliar se há conflito de interesses que comprometa a imparcialidade do relator ou se ele possui condições de seguir à frente das investigações.
A perícia realizada pela Polícia Federal no aparelho de Vorcaro revelou diálogos considerados sensíveis. De acordo com informações confirmadas pela CNN Brasil, mensagens enviadas por Fabiano Zettel, primo do empresário e também investigado, fariam referências a supostos pagamentos destinados ao ministro.
A PF comunicou os achados ao presidente do STF, sinalizando arquivos que podem indicar indícios de crimes, embora a instituição não tenha formalizado um pedido de suspeição — instrumento que, segundo o Código de Processo Civil, deve ser provocado pelas partes do processo.
A atuação de Dias Toffoli no caso já acumulava questionamentos antes da perícia. O ministro impôs o mais alto grau de sigilo ao inquérito e tomou decisões classificadas como incomuns, como a determinação de que provas colhidas na segunda fase da Operação Compliance Zero ficassem acauteladas. Recentemente, ele encaminhou o material à Procuradoria-Geral da República (PGR) e nomeou quatro peritos para a análise.
Além das decisões judiciais, outros fatos ampliaram o desgaste:
Viagem internacional: O magistrado foi criticado por viajar ao Peru, para a final da Copa Libertadores, em um jato pertencente a um advogado que atua no caso do Banco Master.
Relações societárias: Surgiram revelações de que familiares de Toffoli, sócios do resort Tayayá, possuíam vínculos com fundos de investimento ligados a Daniel Vorcaro.
Em nota divulgada na noite de quarta-feira (11), o gabinete de Dias Toffoli classificou as informações da PF como “ilações” e argumentou que a polícia não possui legitimidade jurídica para pedir suspeição, por não ser parte no processo. O gabinete reforçou que os esclarecimentos devidos serão prestados diretamente ao ministro Edson Fachin.
A defesa de Daniel Vorcaro também se manifestou, expressando preocupação com o que chamou de “vazamento seletivo” da investigação. Segundo os advogados, a divulgação de trechos gera constrangimentos indevidos e prejudica o direito de defesa do empresário, além de sustentar narrativas que consideram equivocadas.
Fonte: CNN
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