A China registrou em 2025 mais mortes do que nascimentos pelo quarto ano consecutivo, aprofundando a crise demográfica no país. Dados oficiais indicam que foram contabilizados 7,92 milhões de nascimentos, a menor taxa desde 1949, enquanto as mortes somaram 11,31 milhões.
Com isso, a população chinesa caiu para cerca de 1,4 bilhão de habitantes, uma redução de 3,3 milhões em relação a 2024. O crescimento natural da população tornou-se negativo pela primeira vez em 2022 e segue em queda.
Especialistas e autoridades atribuem o cenário, em grande parte, aos efeitos da política do filho único, em vigor entre 1979 e 2015. Apesar do afrouxamento das regras — primeiro para dois filhos, em 2016, e depois para três, em 2021 —, as mudanças não conseguiram reverter a tendência.
O envelhecimento acelerado da população pressiona os sistemas de saúde e previdência e reduz a força de trabalho. O governo chinês tem adotado medidas como subsídios ao cuidado infantil e incentivos à natalidade, mas os resultados ainda são considerados limitados.
Fonte: Revista Oeste






