O Brasil deve contar, nos próximos meses, com o primeiro fitoterápico industrializado incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento será produzido a partir da planta quebra-pedra (Phyllanthus niruri), tradicionalmente utilizada no auxílio ao tratamento de distúrbios urinários.
A iniciativa une pesquisa científica e conhecimentos tradicionais de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, seguindo a legislação brasileira de acesso ao patrimônio genético e repartição de benefícios. O objetivo é transformar um uso popular consolidado em um medicamento com padrão farmacêutico, controle de qualidade e comprovação científica.
O projeto é desenvolvido por meio de parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com investimento de R$ 2,4 milhões do Fundo Global para o Meio Ambiente.
Após a produção de lotes-piloto, o medicamento passará por estudos de estabilidade e avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa é que o fornecimento ao SUS ocorra em até dois anos, conforme as normas da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.
Fonte: Só Notícia Boa






