No último sábado (10) o Sistema Cantareira, principal responsável pelo abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo, segue em nível crítico, com volume útil abaixo de 20%, o menor patamar desde o fim da crise hídrica de 2014–2016.
A situação é resultado da falta de chuvas em 2025, quando apenas abril registrou volumes acima da média. Entre maio e novembro, a retirada de água foi maior do que a reposição natural nos reservatórios, segundo dados da Sabesp. O consumo elevado, somado ao calor intenso, acelerou a queda dos níveis do Cantareira e também do Alto Tietê.
Em dezembro, o volume total do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) chegou a 515,8 hm³, abaixo do registrado ao final da última crise hídrica. No início do mês, os números foram ainda menores, acendendo o alerta das autoridades.
Apesar de contar hoje com sistemas interligados e fontes adicionais de abastecimento, especialistas avaliam que a flexibilidade tem limites, já que os principais reservatórios operam próximos de 20%. Como medida preventiva, a Sabesp já reduziu a pressão da água durante a noite, e não descarta ações mais rigorosas.
Projeções do Cemaden indicam que, se as chuvas seguirem abaixo da média, o Cantareira pode chegar a março com cerca de 30% do volume útil, reforçando o risco de restrições no abastecimento ao longo de 2026.
Fonte: CNN






