As deportações nos Estados Unidos mais do que dobraram nos primeiros nove meses de 2025, após o endurecimento das políticas migratórias do governo Donald Trump. Entre janeiro e setembro, o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) registrou mais de 110 mil remoções, número 126% superior ao do mesmo período de 2024, quando Joe Biden ainda era presidente.
Segundo o governo norte-americano, parte dos imigrantes deixou o país de forma voluntária. Ainda assim, o perfil dos deportados mudou: mexicanos representam cerca de 40% dos removidos, seguidos por guatemaltecos, hondurenhos e venezuelanos. Brasileiros aparecem na 11ª posição, com aproximadamente 1,3 mil deportações.
O México recebeu cerca de 48 mil deportados, incluindo ao menos 4 mil pessoas sem cidadania mexicana. Já a Venezuela registrou um salto expressivo: as deportações passaram de cerca de 400 para mais de 6 mil, após a retomada dos voos de repatriação aceitos pelo governo de Nicolás Maduro.
O aumento das deportações ocorre em meio à ampliação do orçamento do ICE, que triplicou de US$ 10 bilhões para US$ 30 bilhões após aprovação do Congresso. O plano do governo prevê ainda um acréscimo de US$ 75 bilhões até 2029, a contratação de 5 mil novos agentes e a ampliação da capacidade dos centros de detenção, que deve passar de 70 mil para 100 mil vagas. Fontes da imprensa norte-americana indicam que a meta diária de prisões pode chegar a 2 mil no próximo ano.
Fonte: Revista Oeste






