A recente alteração no site do CDC dos EUA reacendeu o debate sobre a relação entre autismo e vacinas. A página, que antes afirmava claramente que estudos não encontravam ligação entre vacinas e autismo, passou a dizer que “a ciência não descartou completamente” essa possibilidade – mudança feita sob orientação do secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., conhecido por posições antivacina.
A atualização provocou forte reação de organizações médicas e científicas. Mais de 60 entidades, entre elas a Academia Americana de Pediatria e a Associação Médica Americana, classificaram a nova redação como desinformação, afirmando que décadas de pesquisas já comprovaram a segurança das vacinas.
Estudos independentes em sete países, envolvendo mais de 5,6 milhões de pessoas, não encontraram qualquer relação entre vacinação infantil e diagnóstico de autismo. Especialistas destacam que a hipótese foi investigada à exaustão e está cientificamente descartada.
A associação equivocada surgiu em 1998, após um estudo do médico britânico Andrew Wakefield, hoje descredenciado, que depois foi comprovado como fraudulento. Mesmo retratado, o artigo impulsionou teorias antivacina e confundiu pais ao redor do mundo.
Pesquisadores explicam que o autismo tem origem multifatorial, com forte componente genético, mais de 250 genes já foram relacionados ao transtorno. Fatores ambientais ligados à gestação, como infecções maternas, idade avançada dos pais e complicações metabólicas, também podem aumentar o risco. Por outro lado, manter vacinas em dia durante a gravidez é fundamental para evitar doenças que podem prejudicar o desenvolvimento fetal.
Entidades científicas recomendam que pais busquem informação em fontes confiáveis, como organizações médicas profissionais e sociedades de pediatria. Países como Reino Unido, Canadá, México e nações europeias mantêm a mesma posição: vacinas não causam autismo.
Fonte: CNN






