Após o lançamento do single “Resiliência”, a banda conquistense Outra Conduta chega com um novo marco em sua trajetória: o primeiro disco de estúdio da carreira, intitulado “De Doutor a Malokero”. O trabalho, já disponível nas plataformas digitais, reúne dez faixas produzidas por Diego Oliveira, no Estúdio Drakkar, e conta com participações de Dona Iracema, Emissário Raell e Geisy Meireles.
De acordo com o vocalista e compositor Velto Oliveira, o álbum carrega mensagens de motivação, superação e positividade, refletindo as experiências e aprendizados do cotidiano. “Buscamos músicas que falassem sobre a paz, a liberdade e a força para seguir em frente, mesmo diante das adversidades. A principal mensagem é: ‘esteja em paz, seja você e siga em frente’”, explica.
O nome “De Doutor a Malokero” surgiu de forma espontânea, a partir de uma interação nas redes sociais da banda. Velto conta que o título nasceu de uma brincadeira interna: “Certo dia, eu vi que novos seguidores incluíam um médico e um skatista. Mandei no grupo e brinquei: ‘De Doutor a Malokero todos curtem’. O bordão pegou, e daí veio a inspiração para a música e o nome do disco.”
Três das dez faixas contam com colaborações de artistas convidados. A banda Dona Iracema, conhecida pelo “hardcore da Caatinga”, participa da música “Desagradável”, que fala sobre a importância de impor limites e priorizar a própria integridade. Em “Pôr do Sol”, Geisy Meireles — que também é social media da banda e esposa de Velto — empresta sua voz a uma canção inspirada em um momento vivido pelo casal em Itacaré. Já o rapper Emissário Raell, também natural do bairro Bruno Bacelar, contribui com versos em “Bem Mais Além”.
“Foi uma experiência incrível trabalhar com artistas que admiramos. Ter a Dona Iracema no disco foi um privilégio, assim como contar com Raell, que representa nossa quebrada, e Geisy, que deu um toque especial à faixa Pôr do Sol”, destaca Velto.
O cuidado da Outra Conduta se estende também à parte visual do álbum, que traz detalhes simbólicos. A capa, criada por Paulo Henrique, inclui homenagens pessoais e afetivas. “Fizemos uma singela homenagem ao nosso filho, Antônio, com um laço do autismo na minha camisa. Também aparece Maia, a cadelinha do Léo, que sobreviveu a uma doença grave e representa a resiliência que tanto acreditamos”, revela o vocalista.






