Israel ordena retirada de moradores da Cidade de Gaza e aumenta pressão militar sobre o Hamas

Moradores que ainda vivem entre as ruínas da Cidade de Gaza receberam nesta terça-feira (9) panfletos lançados pelo Exército de Israel ordenando a evacuação imediata da área. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a ofensiva busca destruir os últimos redutos do Hamas no maior centro urbano da Faixa de Gaza, que antes da guerra abrigava cerca de um milhão de palestinos.

As ordens de retirada provocaram pânico entre a população, que já enfrenta escassez de alimentos, deslocamentos sucessivos e o colapso dos serviços básicos. Muitos dizem não ter para onde ir, já que Israel indicou como “zona humanitária” a região costeira de Al-Mawasi, no sul do território, onde milhares de pessoas já vivem em condições precárias. Apesar das ameaças, não houve sinais imediatos de um êxodo em massa.

Autoridades de saúde informaram que hospitais ainda em funcionamento, como Al-Shifa e Al-Ahli, continuarão atendendo pacientes, apesar do risco iminente de ataques. O Ministério da Saúde de Gaza apelou à comunidade internacional para proteger as unidades médicas, alertando para “uma catástrofe humanitária”.

Desde outubro de 2023, quando o Hamas liderou ataques em Israel que deixaram 1.200 mortos e 251 reféns, segundo dados israelenses, a ofensiva militar israelense já provocou mais de 64 mil mortes em Gaza, de acordo com autoridades locais. Quase toda a população do enclave foi deslocada ao menos uma vez, e o território enfrenta fome generalizada.

Israel mobilizou dezenas de milhares de reservistas e afirma controlar 40% da Cidade de Gaza, mas ainda não há data para uma incursão terrestre em larga escala. O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que o país desencadeará um “furacão poderoso” se o Hamas não se render e libertar os reféns.

A escalada ocorre em meio a pressões internacionais por um cessar-fogo. Países europeus anunciaram que reconhecerão o Estado palestino durante a Assembleia Geral da ONU, enquanto Israel e os Estados Unidos rejeitam a medida. Organismos internacionais alertam que o plano israelense de assumir o controle da segurança em toda a Faixa pode agravar a crise humanitária que afeta os 2,2 milhões de habitantes locais.

Enquanto isso, iniciativas civis tentam furar o bloqueio. Uma flotilha internacional relatou que um de seus barcos foi atingido por drone em um porto da Tunísia. A embarcação, que transporta ativistas e ajuda humanitária, tinha entre os participantes a sueca Greta Thunberg.

Fonte: CNN

Gostou desse conteúdo? Curte, comenta e compartilha com os amigos!

Você sabia que a LinkNews também está presente em outras plataformas digitais? O acesso ao nosso Intagram, YouTube, Podcast e Facebook você encontra no buscador por  LinkNews oficial.

Oferecimento: Clinica Uro (@clinicauro )
Agência: @rossane.comunicacao

#linknews
#plataformalinknews
#canallinknews
#bloglinknews
#plataformadeconteudo
#vitoriadaconquistaba

Facebook
WhatsApp
Telegram
Twitter
Email