Um estudo realizado pela University of South Australia acompanhou profissionais durante quatro anos e revelou que trabalhar em home office, quando é opção e não imposição, traz ganhos significativos para a saúde, a felicidade e a produtividade.
Os pesquisadores destacam que a flexibilidade é o principal fator para o impacto positivo. A possibilidade de escolher onde trabalhar aumenta a motivação, alivia a rotina e reflete diretamente no corpo e na mente. Entre os primeiros efeitos percebidos está a melhora no sono: sem enfrentar longos deslocamentos, os trabalhadores passaram a dormir, em média, 30 minutos a mais por noite, resultando em menos estresse e mais disposição.
No Brasil, onde o trânsito pode consumir até duas horas diárias, a economia de tempo representa qualidade de vida. Esse período, antes perdido no deslocamento, tem sido dedicado a família, lazer, exercícios e até alimentação mais saudável. Pesquisas internacionais mostram que a mudança equivale a cerca de dez dias extras por ano.
A produtividade, ao contrário do receio de alguns gestores, não caiu. Em muitos casos, houve melhora, impulsionada pelo foco e pela autonomia do trabalho remoto voluntário. Embora persistam desafios de socialização, os especialistas defendem que o modelo híbrido seja o caminho ideal.
O estudo reforça que o home office não deve substituir totalmente o presencial, mas se integrar de forma equilibrada, garantindo às empresas equipes engajadas e, aos trabalhadores, mais autonomia e bem-estar.
Fonte: Só Notícia Boa






