
Prefeitura de Vitória da Conquista sanciona reajuste salarial para servidores municipais
Lei prevê revisão de 4,26% nos vencimentos, atualização do auxílio-alimentação e reajustes específicos para algumas categorias
A Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista realizou, na noite desta quarta-feira (27), uma audiência pública para discutir o plebiscito popular que propõe o fim da jornada de trabalho no formato 6×1 e a adoção de medidas voltadas à justiça fiscal e tributária.
O autor da iniciativa, vereador Alexandre Xandó (PT), explicou que a proposta segue um movimento articulado por sindicatos e organizações sociais em diversos países da América Latina. Segundo ele, a votação poderá ocorrer tanto de forma presencial, por meio de urnas, quanto online, com acesso via QR-Code. Os votos serão computados pelo CPF, garantindo que cada cidadão participe apenas uma vez. “O papel das urnas é nos mobilizar, fazer com que a gente leve essa pauta para as ruas”, afirmou.
O presidente do PT municipal, Isaac Bomfim, defendeu que o debate ultrapassa a questão econômica. Para ele, a iniciativa busca oferecer ao trabalhador mais tempo para a vida pessoal. “Precisamos mostrar à classe trabalhadora que nos importamos não só com o emprego e a renda, mas com a vida que existe para além do trabalho”, disse.
A coordenadora do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), Fernanda Amaral, destacou que a escala 6×1 impõe uma rotina exaustiva, que atinge de forma mais intensa mulheres negras na cidade. Ela ressaltou a ampla adesão popular à proposta: “De cada 100 pessoas que panfletamos, 97 defendem a abolição dessa escala”.
O professor Sérgio Barroso, representante do ANDES-Sindicato Nacional, contextualizou a pauta a partir da Constituição de 1988, quando direitos sociais foram consolidados. Ele criticou contrarreformas que, em sua avaliação, reduziram essas garantias, e defendeu a necessidade de recuperar a consciência de classe entre trabalhadores.
A votação do plebiscito reúne duas propostas centrais: a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial e a taxação de rendimentos acima de R$ 50 mil mensais, com isenção de imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil. O prazo de participação foi prorrogado até o final de setembro.
O presidente do Sinpro-BA, Allysson Mustafa, reforçou que o debate deve ocupar todos os espaços possíveis, lembrando que a lei estabelece a escala 6×1 como limite, mas não como obrigatoriedade. Ele destacou ainda que a discussão é global, mas no Brasil assume particularidades ligadas à herança histórica da escravidão.
Durante o encontro, Mustafa também mencionou a realidade de profissionais da educação que precisam trabalhar em cargas superiores ao previsto para garantir sustento. “Vivemos uma era em que nunca houve tanta concentração de riqueza. Se o indivíduo não trabalha, não tem comida em casa, por isso trabalha na escala 7×1”, afirmou.
O processo, segundo os organizadores, tem como objetivo não apenas coletar votos, mas também fomentar a mobilização popular em torno de mudanças na relação entre tempo de trabalho, qualidade de vida e justiça social.
Fonte: Câmara Municipal
Gostou desse conteúdo? Curte, comenta e compartilha com os amigos!
Você sabia que a LinkNews também está presente em outras plataformas digitais? O acesso ao nosso Intagram, YouTube, Podcast e Facebook você encontra no buscador por LinkNews oficial.
Oferecimento: Clinica Uro (@clinicauro )
Agência: @rossane.comunicacao
#linknews
#plataformalinknews
#canallinknews
#bloglinknews
#plataformadeconteudo
#vitoriadaconquistaba

Lei prevê revisão de 4,26% nos vencimentos, atualização do auxílio-alimentação e reajustes específicos para algumas categorias

Colégio Oficina aparece na 20ª colocação do ranking divulgado pelo MEC, que reúne as instituições com maiores médias no estado

Estudo será realizado com 250 pacientes em hospital de Porto Alegre e vai avaliar a eficácia do medicamento na rede pública