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Dois olhares, duas linguagens artísticas e uma proposta comum: celebrar a força dos encontros. É com esse espírito que a exposição Amálgama reúne obras dos artistas Romeu Ferreira e Alberto Brandão, nomes consagrados do cenário artístico regional. A mostra propõe um diálogo entre estilos distintos, mas complementares, resultando em uma fusão de expressões que dá sentido ao nome que a intitula.
A palavra “amálgama” tem origem no árabe al-malgham, que significa “substância que une”. Mais do que um título, o termo representa o conceito central da exposição: um todo coerente formado pela mistura de elementos diversos. A partir da ideia do encontro como potência criativa, a mostra revela a união de duas trajetórias singulares, marcadas por temáticas e estéticas próprias.
Romeu Ferreira retrata, com vigor expressivo, as dores, lutas e resistências do povo nordestino — especialmente negros, indígenas e trabalhadores. Sua arte é denúncia, subversão e liberdade, desafiando as convenções acadêmicas para dar voz ao esquecido. Já Alberto Brandão percorre caminhos mais abstratos, pintando com tintas autodidatas a geometria das casas e casarões, além da fauna e da flora. Suas obras sugerem paisagens interiores, provocando o olhar por meio da cor e da forma.
Apesar das diferenças, a convivência de ambos no espaço expositivo demanda a criação de uma nova linguagem. A Amálgama nasce, assim, da tensão e da complementaridade entre universos aparentemente dissonantes, resultando em uma mostra com identidade própria — original, intensa e profundamente enraizada no território que a inspira.
Fruto do talento de dois artistas da terra, Amálgama reforça a vitalidade da produção artística regional e convida o público a reconhecer, nas diferenças, a beleza da criação compartilhada.
Com entrada gratuita e programação no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, o festival já anunciou parte de sua grade. Dez atrações foram selecionadas através do edital de showcases, que este ano recebeu mais de 300 inscrições do Brasil e da América Latina. Entre os artistas confirmados estão Jambu (AM), Bione (PE), Laiô, Cayarí, Oderiê Y As Flechas e Pipa (BA), Osala (MG), Canto Cego (RJ), Flor ET (RS) e Kidsgrace (DF). No palco principal, as bandas Black Pantera e Nenhum de Nós já estão confirmadas, reforçando a curadoria plural do evento. Novas atrações serão divulgadas em breve.
Idealizado em 2010, o FSB é promovido pelo Coletivo Suíça Bahiana, que completa 15 anos em 2025. A organização já realizou mais de 200 eventos e atua fortemente no fortalecimento da cena autoral do interior baiano. Reconhecido pela Lei Municipal nº 2.415/2020, o festival já recebeu nomes como Emicida, Ratos de Porão, Larissa Luz e Rachel Reis.
Este ano, o FSB também comemora a conquista do Selo IGUAL, concedido pelo Women’s Music Event (WME), em reconhecimento às práticas de equidade de gênero em sua produção e curadoria.
“É uma edição muito especial pra gente”, afirma Gilmar Dantas, um dos fundadores do projeto. “Enquanto houver som, há possibilidade de futuro.”
A expectativa é reunir cerca de 3 mil pessoas por dia, reafirmando o FSB como um dos principais festivais de música independente do Nordeste.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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