Árvore considerada quase extinta reaparece na Amazônia após 40 anos

Após quatro décadas sem registros relevantes, o pau-cravo, árvore nativa da Amazônia brasileira, voltou a ser encontrada em Altamira, no Pará. A espécie, também conhecida como cravo do Maranhão, é endêmica do Brasil e havia sido intensamente explorada entre os séculos XVIII e XIX por conta de sua madeira resistente e casca aromática semelhante ao cravo-da-índia. A exploração descontrolada quase levou a planta à extinção.

A redescoberta ocorreu em uma área protegida pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte, graças a um programa de conservação da concessionária Norte Energia iniciado em 2014. Desde então, 30 árvores adultas foram identificadas, 11 transplantadas e mais de 150 mudas estão sendo cultivadas em viveiros. O pau-cravo está na Lista Nacional da Flora Ameaçada de Extinção desde 2008, classificado como “criticamente ameaçado”.

A redescoberta emocionou os envolvidos. “Fiquei muito alegre. Agora temos mais consciência. Quero que ela multiplique, para nossos filhos, nossos netos verem”, disse Lindomar da Silva Lima, um dos identificadores botânicos.

Com exemplares sendo preservados e multiplicados, o pau-cravo se transforma em símbolo de esperança e resiliência. Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro buscam agora aprofundar o conhecimento sobre a espécie e viabilizar sua reintrodução em outras áreas da floresta.

Fonte: Só Notícia Boa

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