Terapia celular em estudo pode liberar pacientes com diabetes tipo 1 do uso diário de insulina

Pesquisadores do Hospital Geral de Toronto, no Canadá, em parceria com a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, desenvolveram uma terapia celular que pode revolucionar o tratamento do diabetes tipo 1. Utilizando células-tronco pluripotentes, o método cria ilhotas pancreáticas em laboratório, que são implantadas no fígado dos pacientes para produzir insulina naturalmente.

Em um estudo publicado no New England Journal of Medicine, 10 dos 12 participantes do teste deixaram de precisar da aplicação externa de insulina após um ano do procedimento. A terapia, chamada zimislecel, é aplicada uma única vez e é considerada um avanço rumo à cura funcional do diabetes tipo 1, doença autoimune que destrói as células produtoras de insulina no pâncreas.

As ilhotas implantadas detectam a glicose no sangue e produzem insulina, permitindo que o organismo retome o controle do açúcar sem o uso diário de agulhas. O diabetes tipo 1 afeta principalmente crianças e jovens, que hoje dependem do monitoramento constante e de injeções diárias.

A empresa americana Vertex, responsável pela técnica, relata que os efeitos colaterais foram leves ou moderados e que o estudo avançará para a fase 3, com 50 pacientes. A expectativa é que o tratamento seja aprovado nos Estados Unidos em 2026 e posteriormente disponibilizado no mercado.

Fonte: Só Notícia Boa

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