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A plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), ganhou novas funcionalidades que reforçam a transparência sobre os gastos públicos no país. Lançada em abril, a ferramenta já permite o acompanhamento, em tempo real, da execução orçamentária da União, estados e municípios, com base em dados oficiais do Tesouro Nacional.
Entre as principais novidades, está o detalhamento dos valores pagos em Previdência Social, que já somam R$ 760 bilhões em 2025. Outra funcionalidade adicionada é a possibilidade de consulta aos gastos com pessoal, agora organizados por Poder: Executivo, Judiciário, Legislativo, Ministério Público e Defensoria Pública.
Segundo o consultor da CACB e criador da plataforma, Claudio Queiroz, a evolução da ferramenta busca ampliar o controle social e fomentar o debate público com base em dados confiáveis. “Se você considerar que o gasto da previdência hoje representa mais de 40% do gasto primário, isso mostra o tamanho do desafio”, afirmou.
A nova organização da plataforma permite ao usuário distinguir entre despesas obrigatórias e outros componentes que pressionam o orçamento. Para Queiroz, esse tipo de visualização é fundamental para entender a estrutura do gasto público. “Essa [Previdência] é uma das maiores contas e temos que estar administrando, porque ela está impulsionando a má administração do governo”, apontou.
A partir da próxima semana, a aba “Poderes” apresentará os gastos com pessoal e encargos sociais, segmentados por esfera de governo: federal, estadual e municipal. De acordo com Queiroz, os dados já apontam que os gastos com mão de obra nos poderes chegam a R$ 750 bilhões, valor próximo ao gasto previdenciário atual.
A proposta da Gasto Brasil é facilitar o acesso às informações orçamentárias de forma clara e acessível, contribuindo para que a população possa acompanhar e cobrar melhorias na gestão pública. “Cada dia mais estamos mostrando que a máquina está inchada. Temos que desinchar isso e colocar dinheiro onde vai trazer retorno”, defendeu o consultor.
A plataforma também acompanha o crescimento das despesas obrigatórias, como saúde e programas sociais. Segundo Queiroz, a dificuldade em cortar gastos tem levado o governo a buscar saídas politicamente mais simples, como o aumento de tributos. Para ele, reformas estruturais, como a previdenciária, são urgentes para evitar um desequilíbrio ainda maior nas contas públicas.
Fonte: Brasil 61
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