Pablo Marçal confirma que pretende disputar a Presidência em 2026: “Serei candidato”

O empresário e influenciador Pablo Marçal, do PRTB, confirmou algo que já era amplamente comentado no meio político: ele pretende se candidatar à Presidência da República nas eleições de 2026. A informação foi divulgada pela assessoria de Marçal em um comunicado direcionado à imprensa.

“Vou me candidatar a presidente pelo PRTB em 2026. O empreendedorismo é fundamental para libertar nosso povo e impulsionar o desenvolvimento econômico”, declarou o influenciador, que obteve a terceira colocação nas eleições municipais de São Paulo em outubro do ano passado.

Segundo a assessoria, há planos para que o PRTB mude seu nome para “Brasileiro”.

*Desafios na Justiça Eleitoral*
Para viabilizar sua candidatura na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 – uma vez que Lula pode buscar a reeleição – Marçal enfrentará alguns entraves na Justiça Eleitoral. Ele é alvo de ações que podem culminar em sua inelegibilidade.

Marçal terá que responder por “cortes” de vídeos publicados nas redes sociais e alegações de irregularidades na captação de recursos, venda de apoio e até por sua participação no ato do 7 de setembro do ano passado. O empresário nega qualquer infração à legislação eleitoral.

Um dos processos que o envolvia, relativo a supostas ilegalidades em descontos oferecidos em seus cursos, já foi arquivado. Contudo, outras ações ainda estão em andamento e aguardam análise na Justiça Eleitoral.

Durante a fase final do primeiro turno das eleições municipais, Marçal divulgou um laudo médico falso envolvendo o candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, ligando-o ao uso de drogas. O influenciador foi indiciado pela Polícia Federal (PF) devido a esse episódio.

*Eleições em São Paulo*
No primeiro turno das eleições paulistanas em outubro de 2024, Marçal ficou em terceiro lugar, com 28,14% dos votos válidos (mais de 1,7 milhão). Ele foi superado por Ricardo Nunes (MDB), que obteve 29,48%, e Guilherme Boulos (PSOL), com 29,07%. No segundo turno, Nunes foi eleito com mais de 59% dos votos válidos.

*Expedição nas alturas*
Nascido em Goiânia (GO) em 18 de abril de 1987, Pablo Henrique Costa Marçal ganhou notoriedade nacional através das redes sociais ao vender cursos focados em desenvolvimento pessoal como “coach”.

Ele se tornou ainda mais conhecido em 2022 após liderar uma “expedição” ao Pico dos Marins, na Serra da Mantiqueira (SP), a mais de 2.400 metros acima do nível do mar. A atividade resultou no resgate das mais de 30 pessoas envolvidas devido ao risco enfrentado durante a trilha.

*Pré-candidatura à presidência em 2022*
Em 2022, Marçal lançou sua pré-candidatura à presidência pelo PROS e foi submetido a pesquisas de intenção de voto, surpreendendo analistas e outros candidatos. No entanto, divergências internas dentro do partido levaram ao fracasso da tentativa dele de concorrer ao Planalto. O PROS decidiu apoiar Lula enquanto Marçal declarou seu voto em Jair Bolsonaro (PL).

Após ver sua candidatura à presidência barrada, ele tentou uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo e obteve 243 mil votos, ficando entre os vinte mais bem colocados. Embora tenha vencido nas urnas, não conseguiu assumir o cargo.

No dia 30 de outubro de 2022, Marçal teve sua candidatura impugnada pelo então ministro do TSE Ricardo Lewandowski. No mês anterior, seu pedido já havia sido rejeitado pelo TRE-SP por falta de documentação, mas ele pôde concorrer sub judice. A decisão final do TSE frustrou novamente suas aspirações políticas.

Em sua declaração patrimonial durante as eleições de 2022, Marçal reportou um patrimônio inicial de R$ 16,9 milhões, que posteriormente foi atualizado para R$ 96,2 milhões.

*Acusações*
O nome de Pablo Marçal também esteve envolvido em diversas acusações e investigações. Em 2010, ele foi apontado como suposto membro de um grupo que desviava dinheiro por meio da criação de sites falsos relacionados a instituições financeiras entre os anos de 2005 e 2010. O grupo enviava e-mails fraudulentos acusando pessoas injustamente e coletando dados pessoais para roubo.

Marçal admitiu ter colaborado com o grupo mas sempre negou conhecimento sobre quaisquer atividades ilegais. Embora tenha sido condenado, sua pena foi extinta em 2018 devido à prescrição retroativa.

Em 2023, ele foi alvo de uma operação da PF investigando crimes eleitorais e outras irregularidades. Na ocasião, o influenciador afirmou que não havia cometido ilícitos e que os recursos utilizados nas campanhas eram próprios ou provenientes de doações. Ele se posicionou como vítima de “perseguição política”.

Fonte: InfoMoney

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