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O Brasil foi derrotado pelos Estados Unidos por 3 sets a 1, encerrando sua participação no vôlei masculino das Olimpíadas de Paris. Em uma competição onde a seleção conquistou apenas uma vitória, Bernardinho olhou para o futuro com otimismo e afirmou que o país voltará a ser protagonista no esporte.
“Pode anotar o que vou dizer: o vôlei masculino voltará a competir de igual para igual com as principais equipes. Agora, todos terão que se esforçar muito e veremos o resultado. Certamente, precisaremos fazer um pouco mais e sentir mais as situações. Não sei se sou a pessoa ideal para ser o treinador, mas posso contribuir e farei isso. Porém, preciso refletir; é hora de uma mudança. Quero ajudar na reconstrução, não quero sair do processo e ficar com um gosto amargo por ter caído antes da semifinal”, declarou o treinador.
Ainda sem confirmação sobre sua permanência à frente da equipe, Bernardinho expressou seu desejo de colaborar de alguma forma neste novo ciclo.
“Pode ter certeza de que, mesmo que eu não esteja no papel de protagonista, estarei por perto. Uma coisa é certa: não deixarei de contribuir de maneira alguma com essa nova geração e com o ciclo que se inicia. Precisamos realmente trabalhar. Tivemos nossa chance. O equilíbrio é real, e a consistência que nos falta vem da experiência em jogos desse nível, disputados contra potências do esporte. Os jovens precisam viver isso”, afirmou Bernardinho.
O técnico assumiu a responsabilidade pela eliminação nas quartas de final e, embora deseje estar próximo da equipe, questionou sua continuidade como treinador.
“Estou focado aqui. Será que sou a pessoa certa? Se eu sentir que não estarei 100%, estarei traindo um princípio meu: ser o primeiro a chegar e o último a sair. Quero passar essa mentalidade para todos os que vierem. Primeiro, gostaria de agradecer pelas condições oferecidas; vim aqui para ajudar. Eles fizeram o que puderam, mas saio não com o sentimento de derrota, mas sim com um gosto amargo por oportunidades perdidas. Essa é minha reflexão”.
“Perdemos para três grandes times e esperávamos mais. A responsabilidade é toda minha por não ter dado aos jogadores as chances necessárias. O jogo contra a Polônia foi equilibrado até o final; hoje, tivemos chances no primeiro set. Talvez não tenhamos conseguido extrair o melhor delas. Como posso dar mais consistência ao Darlan? Quantas partidas olímpicas ele já jogou? Acho que eles precisam viver essas experiências. Fico triste pelos veteranos, pois sei da dedicação deles para chegarem até aqui. Vi quanto se empenharam pela equipe, mas que chorem mesmo; essas lágrimas devem servir como motivação para o novo ciclo que começa amanhã”, concluiu o técnico.
Fonte: ESPN
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