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As compras de até 50 dólares (R$ 283,45), feitas pela internet por pessoas físicas, começaram a pagar 20% de Imposto de Importação desde quinta-feira (1º). A taxa se somará à cobrança de 17% de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrada pelos estados desde julho de 2023.
Em relação ao Imposto de Importação, as compras de até 50 dólares serão tributadas em 20%. Os produtos com valores entre 50,01 (R$ 283,45) e 3 mil dólares (R$ 17,01 mil) terão taxação de 60%, com uma dedução fixa de 20 dólares (R$ 113,42) no valor total do imposto.
Pelas regras aduaneiras, o Imposto de Importação de 20% incidirá sobre o valor do produto, incluídas cobranças de frete ou de seguro. Os 17% de ICMS vão ser cobrados após somar o valor da compra e o Imposto de Importação.
Instituída por meio de um jabuti incluído pelo Congresso na lei que criou o Programa Mover, a taxação de 20% foi adiada para 1º de agosto pela Medida Provisória 1.236. A Receita Federal pediu o adiamento da cobrança para dar tempo ao órgão de montar o sistema de cobrança e definir as regulamentações e para esclarecer que a compra de medicamentos continuará isenta.
– Do jeito que estava o texto, poderia suscitar uma dúvida se existiria a taxação para medicamentos que são importados por pessoas físicas. Vai sair uma medida provisória, publicada nesta sexta, que deixa claro que importação de medicamentos por pessoas físicas está isento de qualquer taxação adicional. Mantém as regras de isenção hoje – disse o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
Segundo ele, a MP também estabeleceu o início da cobrança da taxa de 20% em 1º de agosto. Ele disse que esse prazo foi tempo para que a Receita Federal faça as regulamentações necessárias e adapte os sistemas para a cobrança.
– A medida provisória deixa claro que a vigência começou a partir de 1º de agosto.
As declarações foram dadas após a assinatura da lei que instituiu a taxação.
HISTÓRICO
Desde agosto do ano passado, as compras de até 50 dólares em sites internacionais eram isentas de Imposto de Importação, desde que os sites estivessem inscritos no Programa Remessa Conforme, que garante liberação acelerada da mercadoria. As transações, no entanto, pagavam 17% de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo arrecadado pelos estados, com as guias sendo cobradas pelos sites ainda no exterior.
No fim de maio, a Câmara dos Deputados aprovou a taxação federal de 20% como uma emenda à lei que criou o Programa Mover, de incentivo à indústria automotiva. O Senado aprovou o texto no início de junho.
No último dia 22, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que o Fisco ainda aguarda o início da cobrança para estimar quanto o governo deve arrecadar com a taxação das compras no exterior.
A projeção, informou Barreirinhas, será incluída na edição de setembro do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, documento divulgado a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.
*Com informações da Agência Brasil
Fonte: PlenoNews
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