Ataque russo com míssil incendeia casas na cidade ucraniana de Kharkiv

Na cidade de Kharkiv, localizada no nordeste da Ucrânia e próxima à fronteira russa, um ataque noturno com mísseis resultou em ferimentos em duas pessoas e incêndios em três residências. Este incidente ocorreu na madrugada de sexta-feira (10), conforme relatado pelas autoridades locais.

Kharkiv, reconhecida como a segunda maior metrópole ucraniana, tem enfrentado uma série de ataques aéreos, especialmente intensificados nos últimos meses por Moscou.

O governador Oleh Syniehubov, através do aplicativo Telegram, informou que entre os feridos estava uma criança de 11 anos, ambos em estado de choque. O prefeito Ihor Terekhov relatou a queda de um míssil S-300 na cidade, que resultou em danos a 26 edifícios e a destruição completa de dois deles, embora não tenha especificado quais edifícios foram afetados.

Um repórter cinematográfico da Reuters, presente no local, testemunhou o alvorecer marcado por incêndios em estruturas que pareciam ser domicílios. Equipes de emergência foram mobilizadas para extinguir as chamas e lidar com os escombros.

Durante a noite, dois mísseis, identificados como S-300/S-400, foram lançados pela Rússia na região, conforme declarado por Illya Yevlash, porta-voz da Força Aérea Ucraniana, em uma transmissão televisiva. A localização da queda do segundo míssil permanece incerta.

Em Derhachi, uma cidade próxima à fronteira russa, um ataque adicional com uma bomba guiada causou danos a aproximadamente 25 construções, situadas perto de uma instalação de infraestrutura, segundo informou Syniehubov.

Desde o início de sua invasão em larga escala há mais de dois anos, a Rússia tem intensificado seus ataques na Ucrânia com mísseis e drones, especialmente a partir de março deste ano.

A infraestrutura elétrica de Kharkiv sofreu danos significativos, levando a implementação de cortes de energia contínuos tanto na cidade quanto em sua região circundante. Isso eleva a preocupação sobre as consequências durante o aumento do consumo de energia previsto para o final do ano.

Enquanto Moscou nega o direcionamento de ataques a civis na Ucrânia, o conflito já resultou na morte de centenas de pessoas. A Rússia defende a legitimidade de seus ataques à rede elétrica, alegando que são retaliações aos ataques ucranianos com drones em suas refinarias de petróleo.

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