O banco recorre à Justiça para apreender os bens de Jair Renan Bolsonaro por uma dívida de R$ 360 mil

O banco Santander iniciou um processo na 1ª Vara Cível de Brasília devido à dificuldade em notificar Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre uma dívida de R$ 360.241,11. A empresa solicita uma busca por imóveis, veículos ou outros bens pertencentes a ele para possível penhora ou arresto, a fim de saldar o valor devido. A reportagem está buscando contato com o indivíduo mencionado e está aberta a comentários. A instituição requer a busca por ativos de Jair Renan em um prazo de 10 dias. Ele também foi intimado a se manifestar em 15 dias, fornecendo seu endereço de e-mail, números de telefone, dados de seu advogado e autorização para o uso dessas informações no processo judicial.

 

Desde o início do processo em dezembro do ano passado, o banco afirmou que várias tentativas foram feitas para localizar o filho do ex-presidente, todas sem sucesso. Além disso, o Santander tomou medidas legais contra a empresa RB Eventos e Midia LTDA, com sede em Brasília, que foi aberta pelo investigado.

 

Jair Renan também enfrenta acusações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios por falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro, originadas da operação Nexum da Polícia Civil do DF, que investigou esquemas de estelionato e outros delitos.

 

O advogado Admar Gonzaga criticou a divulgação das acusações, já que o processo está em segredo de Justiça, destacando que isso prejudica a defesa e a presunção de inocência. A Operação Nexum revelou o uso de funcionários “laranjas” para ocultar os verdadeiros donos de empresas fictícias e a abertura de contas bancárias com identidades falsas.

 

Jair Renan, conhecido como “04”, é o quarto filho de Bolsonaro, e o processo investiga possíveis crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro envolvendo um grupo empresarial do setor de mineração e o filho do ex-presidente. Em 2022, a Polícia Federal encerrou a investigação contra Jair Renan, concluindo que ele não cometeu crime de tráfico de influência. O inquérito revelou que ele utilizou a empresa Bolsonaro Jr. Eventos e Mídia para intermediar contatos entre representantes da mineradora Gramazini Granitos e Mármores Thomazini e o então ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

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