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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique em 48 horas os motivos que o levaram a passar dois dias na embaixada da Hungria, em Brasília, durante o Carnaval. Essa situação veio à tona por meio de uma matéria do jornal The New York Times, divulgando imagens das câmeras internas da embaixada húngara. Bolsonaro ficou na embaixada após ter seu passaporte retido pela Polícia Federal (PF) a pedido de Moraes, no contexto da investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. O ministro Moraes é o responsável por esse inquérito no STF. Após a revelação da estadia de Bolsonaro na embaixada, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro chamou o embaixador da Hungria, Miklós Halmai, para esclarecimentos. A defesa de Bolsonaro explicou que ele ficou na embaixada “a convite” e que durante sua estadia, conversou com diversas autoridades húngaras sobre os cenários políticos dos dois países. A Hungria é liderada desde 2010 pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, um aliado de Bolsonaro e expoente da extrema-direita mundial. Orbán manifestou apoio a Bolsonaro nas redes sociais no mesmo dia da operação.
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