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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse neste domingo (9.abr.2023) que pediu para suspender 161 contas no Twitter “em razão de hashtags relacionadas a ataques contra escolas”. A solicitação se deu a partir da Operação Escola Segura, iniciada depois dos ataques às instituições de ensino em 2023.
Dino publicou o novo balanço da operação em seu perfil do Twitter. Ele informou que também pediu o banimento de uma conta no Tik Tok que traz “conteúdo que incitava medo na população”.No sábado (8.abr), Dino anunciou que a operação levou à apreensão 7 armas, além da prisão de um suspeito. O ministério também solicitou a exclusão de 270 perfis no Twitter que “veiculavam hashtags relacionadas a ataques contra escolas”. Ele disse que os autores das publicações são investigados. Naquele dia, outros 2 pedidos de suspensão de contas foi feito ao TikTok, por viralizarem “conteúdo que incitava medo nas famílias”.
A Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) deu início à operação na 5ª feira (6.abr) para realizar “ações preventivas e repressivas contra ataques nas escolas” segundo a nota publicada pelo ministério. No mesmo dia, os ministros Camilo Santana (Educação), Nísia Trindade (Saúde) e Márcio Macêdo (Secretaria Geral da Presidência) se reuniram para discutir a situação nas instituições de ensino. Afirmaram que o governo irá apresentar medidas contra os ataques no prazo de 90 dias.
A pasta da Justiça também criou um canal virtual para receber conteúdos que sinalizem ataques em escolas, em parceria com a ONG (organização não-governamental) SaferNet Brasil. O canal para indicar essas publicações está disponível neste link. Além disso, representantes do Ministério da Justiça e de plataformas digitais devem se reunir na 2ª feira (10.abr) para discutir a instituição de um protocolo de ação conjunta do Susp (Sistema Único de Segurança Pública). A mobilização é desenvolvida em meio a discussões promovidas pelo Judiciário sobre a regulação de redes sociais. O STF (Supremo Tribunal Federal) realizou uma audiência pública na última semana de março que contou com representantes das plataformas para discutir regras do Marco Civil da Internet.
Fonte: Poder 360
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