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Motoristas que dependem do diesel para circular pelas ruas das cidades e rodovias de todo o país comemoram a queda do preço anunciada pela Petrobras. O valor médio do Diesel A para distribuidoras, produto vendido nos postos de combustíveis, teve redução de R$ 0,30 por litro, passando de R$ 5,19 para R$ 4,89.
Levando em conta uma mistura obrigatória de 10% de biodiesel, a parcela da estatal no preço ao consumidor passará de R$ 4,67, em média, para R$ 4,40 a cada litro vendido na bomba. O motorista de caminhão, Leonardo Rodrigues, 34 anos, presta serviços para uma empresa de metalurgia há mais de uma década, e vê a notícia com otimismo.
“Com essa redução, vai ficar melhor para nós que mexemos com caminhão”, avalia. “Tudo depende do diesel, então, creio eu, que o preço dos alimentos vai melhorar também”, torce.
Sinval José dos Santos, 67 anos, é caminhoneiro há mais de 40 anos. Para ele, a diminuição do preço do diesel na bomba vai fazer grande diferença no transporte de gado para vários cantos do Norte a Sul do país. “O país depende de nós, sem a gente que roda o Brasil para, então esse tipo de medida nos ajuda bastante”, garante.
Este é o terceiro recuo seguido do preço do diesel em 2022. De acordo com a estatal, o novo reajuste “acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços” da Petrobras. A última redução havia sido em 12 de agosto, quando o preço do litro caiu de R$ 5,41 para R$ 5,19. Antes, houve outra queda em 5 de agosto, com o litro do combustível reduzido de R$ 5,61 a R$ 5,41 na refinaria.
No dia 1º de setembro, a Petrobras anunciou queda de 7% no preço da gasolina nas distribuidoras. Já o etanol teve redução de 3,4% também no início do mês. Em 13 de setembro, foi a vez de o gás de cozinha ficar mais barato, com redução de 4,7%. O botijão passou a custar, em média, R$ 113,25 em todo o país, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Para a doutora em Economia pela Unicamp, Juliane Furno, a redução no preço dos combustíveis nos últimos dias pode impactar, diretamente, no bolso do brasileiro, sobretudo no preço dos alimentos, pois o diesel é o principal componente do modal rodoviário do Brasil. “Produzir, colher alimentos depende de maquinário movido à diesel, então vai ser mais barato produzir e distribuir esses alimentos”, observa a economista.
Fonte: Brasil 61
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