Brasileira alcança posto máximo no balé de Londres e realiza sonho na dança clássica

A bailarina brasileira Mayara Magri, de 31 anos, alcançou um dos postos mais cobiçados da dança clássica internacional ao se tornar bailarina principal do Royal Ballet, companhia residente da Royal Opera House, em Londres. No último dia 28 de fevereiro, ela interpretou pela primeira vez como principal o papel de Giselle, um dos mais emblemáticos do repertório do balé romântico do século XIX.

Natural do Rio de Janeiro, Mayara começou a dançar aos oito anos, após visitar uma escola de balé a convite de uma amiga. Segundo ela, a identificação com a dança aconteceu de forma espontânea. Com o tempo, professores perceberam seu talento e passaram a incentivá-la a participar de concursos regionais, nos quais começou a conquistar destaque e medalhas.

Aos 14 anos, a jovem passou a enxergar a dança como uma possível carreira profissional. A rotina de treinamento se intensificou e o objetivo passou a incluir competições internacionais. Em 2011, Mayara foi preparada durante seis meses para disputar o Prix de Lausanne, tradicional concurso voltado a jovens bailarinos, experiência que ela considera um ponto decisivo em sua trajetória.

Filha de um taxista e de uma secretária — que atualmente trabalha na mesma escola de dança onde ela iniciou a formação —, a bailarina destaca o apoio dos pais como fundamental. Aos 16 anos, mudou-se sozinha para Londres para estudar na Royal Ballet School, mesmo sem que a família tivesse experiência anterior fora do Brasil.

Dentro do Royal Ballet, Mayara iniciou a carreira no corpo de baile e foi sendo promovida ao longo dos anos, avançando de nível à medida que surgiam oportunidades e avaliações técnicas e artísticas.

Há 14 anos vivendo no exterior, ela mantém uma rotina intensa de preparação. A bailarina explica que o treinamento físico para um espetáculo se aproxima do de atletas de alto rendimento, com semanas de ensaios e condicionamento antes de cada estreia.

Para ela, a exigência na companhia envolve tanto a força física quanto a capacidade interpretativa. Expressões, gestos e detalhes dramáticos precisam caminhar junto à execução técnica dos movimentos.

Esse equilíbrio fica evidente em Giselle, obra que apresenta dois universos distintos: no primeiro ato, a personagem é uma jovem camponesa vivendo o primeiro amor; no segundo, após sua morte, a história se desenvolve em um plano sobrenatural, ligado ao mito das Willis. Segundo Mayara, o contraste entre os atos exige sensibilidade narrativa e domínio da técnica clássica.

Apesar de ocupar hoje o posto mais alto dentro da companhia, ela afirma que encara a carreira como um processo contínuo de aprendizado e transformação artística.

A bailarina também diz ter consciência de que sua trajetória representa o sonho de muitas jovens que desejam seguir a mesma profissão. Por isso, pensa em no futuro compartilhar a experiência acumulada, seja ensinando ou orientando novos bailarinos.

“Quero poder passar tudo o que aprendi para a próxima geração e mostrar que é possível viver da dança”, afirma.

Fonte: BBC News

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